quinta-feira, 3 de março de 2011

Não permitais que o vosso coração se preocupe

A preocupação é uma coisa que você permite, a paz é uma coisa que você busca. Jesus disse: "Não permitais que o vosso coração se preocupe...". Isso significa que você pode controlar o que se passa na sua mente. Como? Fazendo duas coisas:

1) enchendo-a com a Palavra de Deus. Não apenas com a Palavra que você lê casualmente, mas com a Palavra que você processa mentalmente, aplicando-a a cada circunstância e firmando-se nela em tempos de crise.

2) colocando cada situação nas mãos de Deus e deixando-a nesse lugar com toda confiança. Eis uma oração para ajudá-lo a fazer exatamente isso: "Senhor, a situação é de pânico! Todos querem tirar um pedaço de mim. Há muito para fazer e falta tempo para fazer tudo. Minha mente está entulhada com todo tipo de lixo e meu coração está a ponto de partir. Senhor, onde estás? Sinto-me como os discípulos quando a tempestade começou e os ventos e as ondas balançavam o barco deles. O meu clamor é igual ao deles: -Alguém vá buscar Jesus - estou me afogando aqui!- As tempestades da minha vida quase afundaram o meu barco; não consigo aguentar por muito mais tempo. Príncipe da Paz, preciso de Ti. Pai, que nunca dormita nem dorme, assume o controle. Preciso do consolo e da coragem que vêm do Teu Espírito. Fala, Senhor, pois o vento ainda me faz lembrar o som da Tua voz. Deixa-me encontrar-Te em um lugar secreto, um lugar onde eu possa reclinar a cabeça no Teu peito, ouvir as batidas do Teu coração e me sentir seguro. Amém."

LÁ SE VAI RONALDO

Lá se vai Ronaldo, o Fenômeno do futebol brasileiro. Lá se vai pouco depois de uma derrota do seu time. Lá se vai porque não dá mais espetáculo. A sociedade é implacavelmente furiosa contra quem não lhe dá os resultados esperados.
Lá se vai Ronaldo, o nosso artilheiro das Copas, porque agora a imaginação do seu drible não desce mais até suas pernas. A mente pode querer, mas o corpo não deseja. E no esporte, o corpo é soberano.
Lá se vai Ronaldo, esse que sabe como são efêmeras as glórias. Quem aplaude é quem vaia. Quem chama é quem despede. O resto é ilusão.
La se vai Ronaldo, certo que, não podendo fazer o que sempre fez, pode fazer o que ainda não fez.
Como Ronaldo, quantas vezes somos expulsos do circo, porque não domamos mais um leão por dia.
Como Ronaldo, precisamos saber que há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de dançar e tempo de chorar, tempo de abraçar e tempo de se conter. Só permanece para sempre o que Deus faz. (Bíblia -- Eclesiastes 3)
Como Ronaldo, precisamos saber que nossa vida não acaba quando acaba aquilo que sabemos fazer. Podemos começar de novo, quando a bola fica para trás.
Se precisarmos começar de novo, devemos começar de novo.
Alcançamos alguns alvos, mas outros ainda são possíveis.

O Conhecimento do homem e o Livre-arbítrio

1. Conhece-te a ti mesmo

[1539] Não é sem motivo que o provérbio antigo recomenda tanto ao homem o conhecimento de si mesmo. Porque, se achamos que é uma vergonha ignorar as coisas pertencentes à vida humana, o desconhecimento de nós mesmo é muito mais prejudicial, pois, dependendo do conselho alheio sobre todas as coisas, deixamos-nos enganar lamentavelmente, e acabamos até ficando totalmente cegos. Mas, assim como o preceito é muitíssimo útil, com muito maior razão é necessário cuidar diligentemente para não entendê-lo mal. Isso temos visto acontecer com alguns filósofos. Porque, quando eles admoestam o homem no sentido de conceder a si próprio, reduzem o seu objetivo a considerar sal dignidade e suas qualidades excelentes. Com isso, levam-no a nada mais contemplar, senão aquilo no que ele possa exaltar-se em vã confiança própria e inchar-se de orgulho.

2. Sem presunção

Ora, a verdade de Deus nos manda procurar outra coisa, quanto à nossa estima própria. Manda-nos buscar um conhecimento que nos afaste para longe de toda presunção quanto à nossa virtude pessoal e nos despoje de todo tipo de glória, para nos levar à humildade. Essa é a regra que devemos seguir, se desejamos conseguir o objetivo do bem sentir do bem fazer. Sei quanto é agradável ao homem que o levem a reconhecer seus talentos e as suas qualidades elogiáveis, em vez de ser levado a entender e a enxergar a sua pobreza, a sua infâmia, a sua torpeza e a sua loucura. Porque não há no espírito humano maior apetite que o de que lhe passem mel na boca dizendo-lhe doces palavras lisonjas.

3. Fome de lisonjas, e seus estragos

Todavia, quando os ser humanos vê que mostram apreço por suas qualidades, inclina-se a acreditar em tudo o que lhe dizem a seu favor. Portanto, não é de admirar que a maior parte do mundo erre desse modo nesse aspecto. Uma vez que os seres humanos têm um amor desordenado e cego por si mesmos, mostram-se dispostos a acreditar que não existe meles nada que mereça desprezo. Assim, sem necessidade de outro advogado, todos acolhem a vã opinião de que o ser humano é auto-suficiente para ter uma vida digna e feliz. Se existem alguns que se dispõem a um sentimento mais modesto, concedendo alguma coisa a Deus para que não pareça que atribuem tudo a si mesmo, não obstante repartem tudo entre Deus e eles. Mas fazem isso de tal maneira que a maior parte da virtude, da sabedoria e da justiça fica com eles. Sendo, pois, assim, que o ser humano é tão inclinado a gabar-se, não há nada que o possa agradar mais do que quando o afagam com vãs lisonjas. É por isso que aquele que mais exalta a excelência da natureza humana é sempre o mais bem recebido. Todavia, essa doutrina - a que ensina o ser humano a aprovar a si mesmo - não faz mais que enganá-lo. E isso, seja quem for aquele em quem se ponha fé, só causará ruína. Pois, que proveito poderemos ter em conceber uma vã aliança para deliberar, ordenar, tentar e empreender o que nos parece bom, e, entretanto, fraquejar, tanto por falta de uma inteligência saudável quanto por falta de capacidade para pretendida realização? Fraquejar, ou mostrar fraqueza, digo eu, desde o começo, e, contudo, insistir nesse intento com coração obstinado até sermos totalmente postos em confusão. Ora, não pode ver outro fruto aos que se acham capazes de fazer qualquer coisa por sua própria virtude e poder. Se alguém der ouvidos aos mestres que falam dessa maneira, os quais nos distraem querendo que tenhamos consideração por nossa justiça e virtude, esse, que lhes dá ouvidos, não terá proveito nenhum no conhecimento de si próprio, mas estará cego, vítima de perniciosa ignorância.

Aqui são apenas as duas primeiras páginas do capítulo II da Institutas - Edição especial. Calvino continua a desenvolver este assunto maravilhosamente e neste capítulo II, mas à frente fala sobre o livre-arbítrio. Compre este maravilhoso livro em http://www.cep.org.br de seqüência a leitura.

Autor: João Calvino
Fonte: As Institutas da Religião Cristã, edição especial, ed. Cultura Cristã, Vol 1, pg 812
Colaboração: Edilúcia Batista - Presidente UMP 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

“De Deus Não se Zomba”

O livro de Gálatas mostra claramente que a salvação não vem pela obediência perfeita da lei do Antigo Testamento. Quando Paulo aproxima-se do fim desta carta, ele enfatiza a necessidade da ênfase espiritual na vida, deixando as coisas da carne (Gálatas 5). O capítulo 6 inicia-se com uma série de orientações sobre as responsabilidades de cada cristão. É neste contexto que Paulo diz: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Apesar desta e outras advertências, muitas pessoas vivem zombando de Deus. Vamos considerar alguns exemplos das maneiras que alguns zombam do Senhor.

(1) Pessoas zombam de Deus quando negam a existência dele. Davi disse: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniqüidade; já não há quem faça o bem” (Salmo 53:1). Este rei de Israel considerou tolice negar todas as evidências da existência de Deus – até a própria criação – e rejeitar o fato que Deus existe. Até hoje, muitos negam a existência de Deus. Aqueles que praticam a idolatria adoram falsos deuses enquanto negam o único verdadeiro Deus. Os que adotam a filosofia ateísta negam a existência de qualquer ser divino. Especialmente nos últimos dois séculos, a teoria da macroevolução se tornou um mecanismo para facilitar o raciocínio e fortalecer a determinação dos ateus. Esta teoria, embora nunca comprovada, é apresentada nas salas de aula da maioria das escolas e na mídia como fato absoluto. Uma vez que a pessoa aceita a noção do ser humano existir como resultado de um processo natural, automaticamente perde qualquer idéia de princípios morais e éticos ensinados por um ser divino. Como Davi disse, “corrompem-se e praticam a iniqüidade” (Salmo 53:1). Paulo, também, mostrou o vínculo entre a descrença e a imoralidade (Romanos 1:21,24-25).

(2) Pessoas zombam de Deus quando negam sua palavra. Muitas pessoas, de alguma forma, acreditam em Deus, mas negam sua revelação. Dois exemplos servirão para ilustrar esta maneira de zombar de Deus:

A Evolução Teísta. Algumas pessoas querem manter certa fé na existência de Deus, mas sentem-se intimidadas pelas idéias pseudocientíficas que supõem origens naturais para os seres vivos. A evolução teísta sugere que Deus criou o mundo e os seres vivos por meio do processo da macroevolução. Assim, estas pessoas negam a palavra revelada, que afirma que Deus criou o universo em seis dias (Êxodo 20:11).

O Ecumenismo. As pessoas que adotam o espírito ecumênico admitem a realidade de algum deus – até do Deus da Bíblia – mas negam as afirmações exclusivistas da palavra. É impossível acreditar na Bíblia como a palavra de Deus e ainda defender o ecumenismo, que trata diversas religiões como igualmente válidas. Jesus, Pedro, Paulo e João afirmaram claramente que a salvação se encontra exclusivamente em Cristo (João 14:6; Atos 4:12; 2 Tessalonicenses 1:8; 1 João 5:12). Eles rejeitaram o ecumenismo.

(3) Pessoas zombam de Deus quando não obedecem a sua palavra. Ainda outras pessoas afirmam sua fé em Deus e até falam que a Bíblia é a palavra dele, mas desrespeitam o ensinamento das Escrituras. Deus revelou uma escolha entre dois caminhos – o que leva à morte e o que leva à vida (Deuteronômio 30:15; Mateus 7:13-14). Até muitos religiosos zombam de Deus pela rejeição do seu ensinamento em alguns assuntos, sejam questões de como a igreja deve servir e adorar ou questões de moralidade. Consideremos alguns exemplos desta maneira de zombar de Deus.

O adultério não é apenas um crime contra o cônjuge, é um ato de rebeldia de uma pessoa que zomba do Deus que criou o casamento (Mateus 19:4-6; Hebreus 13:4).

A aceitação de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo não é apenas uma ofensa contra a decência humana, é um ato de zombaria contra o Criador que, “desde o princípio, os fez homem e mulher” (Mateus 19:4; cf. Romanos 1:26-27; 1 Coríntios 6:9-11).

Igrejas e pastores que não ensinam e não praticam o que a Bíblia diz sobre a salvação alegam pregar o evangelho, mas, de fato, zombam do Salvador. Uma simples leitura de Marcos 16:16; Atos 2:38 e Atos 22:16 mostrará como muitos distorcem a palavra sobre este assunto fundamental.

Pessoas que desviam os recursos da igreja para fazer obras que Deus não autorizou zombam dele. A igreja é a casa de Deus e ela deve agir conforme a permissão dada por Jesus (1 Timóteo 3:15; Colossenses 3:17).

(4) Pessoas zombam de Deus quando falam dele sem reverência. Nunca devemos pronunciar o nome de Deus sem dar todo o respeito para ele. E devemos sentir ofendidos quando os outros falam do nosso Pai de maneiras irreverentes. Alguns exemplos:

Muitos filmes usam o nome de Deus em vão, profanando o que é santo. Ainda, alguns filmes nas últimas décadas têm usado comediantes como George Burns e Jim Carrey no papel de Deus, fazendo piadas do Criador.

Algumas músicas populares blasfemam o nome de Deus ou a palavra dele. Músicos fazem afirmações ousadas e falsas, dizendo que “o inferno não é lugar mau” ou incentivando os ouvintes a imaginarem um mundo sem religião e sem Deus, em que não há céu lá em cima nem inferno lá em baixo.

Há ainda uma forma mais comum de se desrespeitar o nome de Deus. Muitas pessoas – até muitos que se dizem “cristãos” – usam o nome de Deus como uma mera interjeição. É comum ouvir expressões como “Ó meu Deus” ou “Ai, Senhor” ou “Ai, Jesus” para indicar surpresa ou tristeza, mas sem pensar sobre a reverência devida quando fala do Senhor. Nunca devemos usar o nome de Deus em vão.

(5) Pessoas zombam de Deus quando não vivem inclinadas para o Espírito. Deus nos criou à imagem dele, e devemos buscar o Senhor. “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55:6). Deus “se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Quando buscamos Deus, vamos procurar pensar nas suas coisas e fazer o que o agrada. Assim, iremos nos inclinar a Deus. Paulo diz: “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus.... Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8:5-8). Num contexto em que ele trata de imoralidade e materialismo, o mesmo apóstolo diz: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6:7-8).

(6) Pessoas zombam de Deus quando não acreditam no seu julgamento justo. Muitas pessoas vivem com uma perspectiva muito limitada. Acreditam que as únicas coisas importantes são os acontecimentos de sua rápida jornada na Terra. Algumas pessoas, piores ainda, pensam apenas nas coisas do momento, agindo por impulso sem medir as conseqüências dos seus atos. Deus nos chama para uma perspectiva diferente e eterna. Moisés orou: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90:12). A verdadeira sabedoria inclui a aceitação e a compreensão da importância da nossa própria mortalidade. “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração.... O coração dos sábios está na casa do luto” (Eclesiastes 7:2-4). Mas muitos preferem a festa. Preferem só pensar na “alegria” momentânea, negando a realidade que espera todos nós. Deus vê, e ele nos julgará. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13). “E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27). Aqueles que não acreditam no julgamento de Deus zombam do Senhor, e enganam a si mesmos. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Conclusão: Deus existe. Ele nos criou. Ele revelou a sua vontade para nos guiar. E um dia, ele nos julgará. Não zombe de Deus!

–por Dennis Allan
Colaboração: Edilúcia Batista - Presidente UMP 2011